Bebês carregados intensamente choram menos
Estudo realizado por Urs A. Hunziker, MD, e Ronald G. Barr, MDCM, FRCP(C)
Departamento de Pedriatria, The McGill University-Montreal Children's Hospital Research Institute, Montreal, Quebec, Canada.
RESUMO. O padrão de choro de bebês normais em sociedades industrializadas é caracterizado por um aumento até 6 semanas de idade seguido de um declínio até os 4 meses de idade com uma preponderância de espisódios de choro durante o fim-da tarde até a noite. Nós assumimos a hipótese de que esse padrão “normal” poderia ser reduzido caso o bebê fosse carregado intensamente, isto é, que recebesse mais colo do que o necessário para alimentá-lo e acalmá-lo quando estivesse chorando. Num experimento randônico e controlado com 99 duplas mamãe-bebês, o grupo de controle foi designado a carregar intensamente seu bebê. Na época de pico de choro (6 semanas de idade), bebês que foram carregados intensamente choravam e estavam inquietos 43% menos (1.23 u 2.16 h/d) de modo geral, e 51% menos (0.63 u 1.28 hours) durante o início da noite (das 16:00 a 24:00hs). Reduções semelhantes mas menores aconteceram com 4,8, e 12 semanas de idade. A redução do choro e dos momentos de inquietação foram associados com maior satisfação e frequência de mamadas mas sem haver aumento de duração da mamada ou sono. Concluímos que carregar intensamente o bebê modifica o choro "normal" ao reduzir a duração e alterar o padrão típico do choro e dos momentos de inquietação nos primeiros 3 meses de vida. A relativa falta de colo que o bebê recebe em nossa sociedade pode predispôr o bebê normal a choro e cólicas. Pediatrics 1986;77:641-648; crying, carrying, colic,- mother-infant interaction.
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“Os Drs. Nicholas Cunningham e Elizabeth Ainsfield interessaram-se em determinar como afetava o relacionamento mãe-bebê e também o desenvolvimento deste o fato de a mãe carregá-lo num porta-bebês macio, em seus primeiros meses de vida. Os resultados preliminares revelaram diferenças significativas entre o grupo controle e o grupo experimental, com 15 bebês cada. Descobriu-se que as mães que levam os bebês em porta-bebês macios são, assim como os filhos, mais responsivas e coordenadas entre si que os pares de controle, com porta-bebês inflexíveis, de assento duro.” Nas palavras de Ashley Montagu (livro “Tocar: O significdo Humano da Pele” São Paulo – Summus – 1988 – Paginas 349 -350)
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Estudos realizados por Cash & O'Quinn, 1996, determinaram que o método de mãe-canguru é igualmente benéfico para bebês nascidos a termo promovendo níveis saudáveis de temperatura corporal e glucose assim como a redução da duração do choro. Estudos de casos de uso do Método Mãe-Canguru com gêmeos prematuros e seus pais adolescentes (Dombrowski et al., 2000) e com bebês a termo e mães com dificuldades de amamentação (Meyer & Anderson, 1999) também mostraram benefícios tanto físicos quanto emocionais para as duplas envolvidas.

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